domingo, 12 de dezembro de 2010

Ana Helena - Ato 2

Manhã seguinte e ele andava em direção ao ponto de ônibus pra ir pra escola. Descia a silenciosa rua de sua casa com movimentos e pensamentos retardados, devido ao sono. Ao passar pela casa, tentou desviar os olhos da tal janela mas acabou entreolhando rapidamente. Enfim pegou o ônibus e foi em direção à escola.

Ele definitivamente não parava de pensar sobre o ocorrido na última noite. "Quem seria aquela 'pessoa'? Porque fiquei fraco ao observar isso? Porque aquela casa me cativou tanto?" É, de fato ele estava ancioso pelo próximo "contato" com aquela casa e com qualquer coisa que moraria ali. Mark queria mesmo é quebrar esse ciclo vicioso que todos chamam de vida.

Não conseguia pensar em nada além disso. Não prestava atenção nas aulas e nos amigos; ele tentou até contar pra uns amigos, mas claro, ninguém acreditou (Mark sempre foi o "estranho" de qualquer forma, coisas assim só aumentavam tal status)

E então chegou em casa e foi direto pro quarto, sem ao menos cumprimentar a mãe ou beber água. Pegou um caderno qualquer e foi anotando seus pensamentos e questionamentos sobre o ocorrido na última noite, usando-o como um tipo de diário.

Ele tentava localizar pelas janelas de seu apartamento a casa, porém para a infelicidade do garoto, certas árvores cobriam a visão de onde estaria a casa. Ele realmente estava obsecado.
Já estava de tarde e o sol estava à se por. O clima era nublado e a névoa impossibilitava Mark de ver muito detalhadamente sua rua de cima. Estava decidido: iria se aproximar da casa esta noite, independente de tudo e todos.

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