sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Felicidade é um termo relativo

Dilacerava-lhe o torso com um grande sorriso na face. Passava a faca gentilmente, em movimentos ritmados com a alegre música de fundo. Meu avental e minha blusa ficava cada vez mais manchado, e o violentado gritava de um modo que parecia se harmonizar com tudo. Dei meia volta e abri a caixa de ferramentas, procurando a antiga wakisashi. A puxei, desencapando. Me movimentava de acordo com a música, que já havia mudada pra uma lambada tradicional brasileira. Eu empalava no corpo do rasgado e dançava ao mesmo tempo. Levantei meu dedo indicador pra cima, por impulso, indicando que tinha uma ideia. O despedaçado já se engasgava com o sangue que inundava sua boca. Busquei um grande e pesado machado, que carregava com dificuldade. A vítima quando percebeu que eu iria a golpear, entrou em desespero, arregalando os olhos; porém já era tarde de mais. Rapidamente abaixei com força o antes levantado machado e separei o corpo em dois. Larguei o machado por lá e fui buscar minha donzela pra me juntar naquela dança.

Até que pra uma morta ela dançava bem.

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